2013 - Actividade Desenvolvida

2013 voltou a ser, sem dúvida, um ano de grandes e extraordinários espetáculos e de renovado reconhecimento dos produtores externos e do público, pela excelência do trabalho desenvolvido pela vossa Associação.

Janeiro

O início do ano foi marcado, como habitualmente, pelo culminar do Monumental Circo do Coliseu do Porto que, uma vez mais, tornou mágico o Natal de milhares de crianças.

O já tradicional “Grande Concerto de Ano Novo” marcou também a sua presença, enchendo de cor e belas valsas venezianas o quinto dia do ano de 2013, ao qual se seguiu a apresentação do bailado “O Lago dos Cisnes”, um dos mais famosos bailados de todo o repertório clássico, pelo The Crown Russian Ballet Moscow.

Neste mês de Janeiro, no quinto concerto do 8º ciclo de Concertos Promenade, foi magnificamente interpretado o Concerto para violino de Max Bruch, pelo jovem violinista Afonso Fesh, acompanhado pela Orquestra Académica Metropolitana, de Lisboa, dirigida pelo maestro Jean-Marc Burfin.

Já a finalizar o mês, a fadista Ana Moura apresentou o seu 5º álbum de originais, “Desfado”, acompanhada em palco por Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Pedro Soares na viola de fado, André Moreira no baixo e contrabaixo, João Gomes nos teclados e Mário Costa na bateria e percussões, tendo sido fortemente aplaudida.

 

Fevereiro

Após um interregno de alguns anos, Frei Hermano da Câmara regressou aos palcos portugueses para assinalar a celebração dos 50 anos da sua carreira.

Mas o mês de Fevereiro foi, certamente, marcado pela apresentação do espetáculo de Filipe La Féria, “Uma noite em casa de Amália”. Um musical que conta um serão passado em casa de Amália, numa tertúlia onde se juntam alguns dos seus melhores amigos, nomes incontornáveis da cultura portuguesa, que conviveram e trabalharam com Amália Rodrigues, tendo composto ou escrito a maioria dos seus fados: os escritores / poetas David Mourão-Ferreira, Natália Correia e José Carlos Ary dos Santos, o compositor Alain Oulman, a pintora Maluda e, ainda, um convidado especial de passagem por Portugal, “o poetinha” brasileiro, Vinícius de Moraes.

Foi, também, neste mês de Fevereiro que os islandeses Sigur Rós escolheram esta sala de espetáculos (onde tinham já actuado em 2003 e 2005) para preparar, ensaiar e dar início à tournée de apresentação do seu sexto álbum, “Valtari”.

Num registo completamente diferente daquele que marcou a sua carreira de mais de 30 anos, os GNR pisaram o palco do Coliseu do Porto, reinventando os seus êxitos de sempre num formato acústico.

O Concerto Promenade de Fevereiro contou com a participação da Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo que, dirigida pelo maestro Javier Viceiro, interpretou “Um americano em Paris”, de Gershwin.

Já o final do mês, esse, foi dedicado aos espetáculos de dança, primeiro com o bailado clássico, no tema “A Bela Adormecida”, seguido da digressão comemorativa dos 20 anos da companhia Tango Passión.

Março

Um dos cantores brasileiros mais acarinhados pelo público português, Martinho da Vila, subiu mais uma vez ao palco do Coliseu do Porto para apresentar o seu mais recente álbum, com que celebrou os seus 45 anos de carreira, "Martinho da Vila 4.5 Atual", uma versão atualizada do primeiro álbum “Martinho da Vila” (1969).

Em português, fizeram-se este mês os concertos de José Cid, um dos músicos mais acarinhados pelo público, e de David Fonseca, com sua “Seasons Tour – Rising : Falling”.

Depois do grande sucesso nas salas de cinema, a comédia “Balas & Bolinhos” subiu ao palco para uma aventura com as cenas mais divertidas dos três filmes e com muitas outras novidades.

O 7º concerto desta temporada de Concertos Promenade, especialmente dedicado aos mais jovens, contou a história de “Pedro e o Lobo” através da música de Prokofiev e mostrou as sonoridades dos diversos instrumentos que identificam cada uma das diferentes personagens: o Pedro, o lobo, o avô, o passarinho, o pato, o gato e os caçadores. Este concerto foi interpretado pela orquestra ARTAVE, dirigida pelo maestro Luís Machado, e narrado pelo Professor Jorge Castro Ribeiro.

Através da cor e do canto, da dança e da música dos Spe Salvi, o musical “Alegria da Fé” demonstrou como a alegria está sempre presente nos principais momentos da vida.

Finalmente, o Coliseu recebeu a Gala comemorativa dos 100 anos da Associação de Futebol do Porto onde, entre música e dança e a presença de muitos e ilustres convidados, foram distinguidas diversas personalidades ligadas ao futebol e feitas homenagens póstumas a figuras locais.

Abril

A 5 de Abril, o Coliseu do Porto, em coprodução com a Orquestra do Norte, apresentou a primeira das duas óperas no âmbito do protocolo com a Secretaria de Estado da Cultura.

“La Traviata”, é uma ópera em três actos de Giuseppe Verdi, com libreto em italiano de Francesco Maria Piave, baseado no romance “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas, que conta a trágica história de Violetta e Alfredo, uma história de amor envolta em equívocos e sacrifícios. Com encenação de Eleonora Paterniti, cenografia de Tommaso Lagattola, figurinos de Giuseppe Palella e direção musical do maestro José Ferreira Lobo, esta ópera contou com as magníficas interpretações da jovem soprano portuguesa Cristiana Oliveira, no papel de Violetta, do tenor italiano Giacomo Patti, como Alfredo, do barítono ucraniano Andrij Shkurban, como Giorgio Germont, e da mezzo-soprano Sonia Bouzada, no papel de Flora.

O mês registou os concertos de duas das mais respeitadas vozes femininas do Brasil: Daniela Mercury, com espetáculo de celebração da sua amizade com Portugal, onde partilhou o palco do Coliseu do Porto com Teresa Salgueiro, Luís Represas, Camané e Batida; e Marisa Monte que, depois de encantar o Brasil com inúmeras datas esgotadas, chegou a Portugal para apresentar a sua digressão “Verdade Uma Ilusão”, um espetáculo onde as artes plásticas se uniram com a música do seu último disco, “O Que Você Quer Saber De Verdade”.

A marcar já a preparação das festividades universitárias, o festival “XIII Tudo Isto é Tuna”, sob o tema “Porto, Tunas & Rock’n’Roll”, proporcionou uma combinação improvável entre um dos mais míticos e intemporais géneros musicais e o espírito festivaleiro das melhores tunas da cidade invicta.

A suíte “Quadros de uma exposição” de Mussorgsky, inspirada na exposição de um amigo pessoal, o arquitecto e pintor Viktor Hartmann, da qual o compositor escolheu dez quadros entre as obras expostas e compôs uma música para cada uma deles, foi o tema do Concerto Promenade deste mês de Abril, que foi interpretado pela Orquestra Sinfónica da ESMAE, dirigida pelo maestro António Saiote.

20 anos após o lançamento do projecto que marcou a música portuguesa do início da década de 90, em que se juntaram vários músicos provenientes de diversas bandas, os Resistência voltaram a reunir-se, em palco, para duas noite únicas.

Maio

A abrir o mês de Maio, o encontro anual da empresa Tupperware, “Sessões Primavera”, para apresentar o novo catálogo e os produtos de 2013.

Três anos depois do sucesso de “Dois selos e um caminho”, os Deolinda regressaram aos palcos com um novo registo de originais, “Mundo pequenino”, para aquecer gargantas e despertar consciências.

E como é já uma tradição, a semana da Queima das Fitas do Porto voltou a marcar presença na sala do Coliseu do Porto para dois eventos: o Concerto Promenade da Queima das Fitas subordinado ao tema “O Percurso Académico”, realizado em parceria com a Orquestra do Norte, dirigido pelo Maestro José Ferreira Lobo; e o XXVI FITA, um dos mais reconhecidos Festivais de Tunas Académicas do Porto.

Com base nas comemorações dos 10 anos da paz em Angola, Team de Sonho juntou no palco do Coliseu alguns dos mais mediáticos nomes da música angolana, num projeto único de viagem à cultura deste país.

Após o lançamento, em Março, do seu novo álbum de originais, o cantor romântico português Leandro subiu ao palco do Coliseu do Porto com um vibrante, emotivo e cheio de irreverência concerto da sua tour “Para sempre”.

Uma presença habitual nos Concertos Promenade, os Drumming – Grupo de Percussão, apresentaram este ano a obra “In C”, de Terry Riley, uma obra composta em 1964 para um número indefinido de pessoas, frequentemente citada como a primeira composição minimalista, onde o público foi convidado a participar numa festa contagiante.

Natural de Brasília, expoente do Reggae feito em português e um dos principais embaixadores da música brasileira por todo o mundo, Natiruts marcou também a sua presença com uma plateia de fãs que veio assistir à apresentação do seu mais recente trabalho, em formato acústico, lançado no final de 2012.

30 anos depois, Luís Portugal, Mário Barreiros, José Nogueira, Eugénio Barreiros, Pedro Barreiros e Álvaro Marques juntam-se de novo em palco para tocar quase todo o repertório dos Jafumega, numa noite que contou ainda com a presença dos convidados especiais Jorge Palma, Capicua e Deau.

Um dos mais importantes guitarristas de flamenco da atualidade, Vicente Amigo, regressou ao Coliseu do Porto para apresentar o seu novo trabalho, “Tierra”, um álbum composto por temas inovadores, numa fusão única entre o flamenco e as influências da música celta.

A viragem do mês de Maio foi marcada pela apresentação de três récitas do espetáculo Wojtyla, um musical multimédia sobre João Paulo II, baseado nos testemunhos de quem se cruzou com ele.

Junho

Junho encerrou, em festa, o 8º Ciclo de Concertos Promenade, com um concerto especialmente apreciado pelo público, no qual a Orquestra Filarmonia das Beiras e o Coro da Universidade de Aveiro, com as excelentes interpretações dos solistas Isabel Alcobia, Carlos Guilherme e Rui Baeta, dirigidos pelo maestro Ernst Schelle, interpretaram a cantata “Carmina Burana” de Carl Orff.

Como habitualmente, foram neste concerto sorteados entre todos aqueles que assistiram a mais este ciclo completo dos concertos Promenade do Coliseu do Porto, pela primeira vez, não um mas dois instrumentos musicais de classe profissional, oferta da Casa Castanheira.

Este ciclo, que em mais um ano contou com a presença de 10 orquestras profissionais e académicas, foi assistido por mais de 13.000 espectadores e saldou-se por um resultado negativo de € 22.866,30, suportado pela nossa Associação, perfeitamente justificado, face aos seus objectivos, inteiramente atingidos.

Também neste mês, o Drumming – Grupo de Percussão, com direção musical de Miguel Bernat, voltou a marcar presença num Concerto Promenade, pela quinta vez integrado na programação do festival “Serralves em Festa – 40 Horas Non Stop”, com um concerto sob o tema “Automatic Music”.

Associando-se às comemorações mundiais do 200º aniversário do nascimento de Giuseppe Verdi, o Coliseu do Porto apresentou neste mês a “Missa de Requiem”, deste compositor, uma obra coral onde as melodias líricas, a orquestração brilhante e a sua extraordinária intensidade dramática e emocional fazem desta composição uma das grandes obras-primas da história da música. Contando com as excepcionais interpretações da soprano Cristiana Oliveira, da mezzo-soprano Ana Ferro, do tenor José Manuel Araújo e do barítono Luís Rodrigues, esta obra foi ainda interpretada pelo Ensemble Vocal Pro Musica e pela Orquestra do Norte, dirigidos pelo maestro José Manuel Pinheiro.

Um dos mais importantes e respeitados acontecimentos sociais do país, que tem como objectivo distinguir a carreira de personalidades dos mais diversos quadrantes da sociedade portuguesa, o Baile da Rosa, realizou-se este ano no Coliseu do Porto, numa festa cheia de charme que reuniu algumas das grandes personalidades do país.

Integrados na semana cultural do Conservatório de Música do Porto, tiveram lugar, na sala do Coliseu do Porto, dois concertos, o primeiro dos quais com a aluna de harpa Ana Aroso, vencedora do prémio anual Orquestra do Norte / Conservatório de Música do Porto. Acompanhada pela Orquestra do Norte, foi solista da obra “Morceau de Concert para Harpa e Orquestra” de Camille Saint-Saëns, num concerto onde o Coro Complementar do CMP e o Coro de Pais e Encarregados de Educação do CMP interpretaram também coros de Giuseppe Verdi.

No segundo evento, o Concerto de Encerramento desta semana cultural, o maestro Fernando Marinho dirigiu a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto e os professores Nuno Caçote e Jairo Grossi, ao piano, na apresentação do “Concerto em si menor para piano e Orquestra, op.15” de Pedro Blanco, e ainda os coros e solistas do Conservatório numa bonita interpretação da “Fantasia Coral” de Beethoven.

Os espetáculos do mês finalizaram em “brasileiro” pela música do quinteto “Sorriso Maroto”, que vieram a Portugal apresentar os grandes sucessos dos seus 15 anos de carreira, incluindo o seu mais recente hit “Assim Você Mata o Papai”.

Julho

E também com música brasileira se iniciou o mês de Julho, com uma das figuras mais emblemáticas da MPB. De regresso ao Coliseu do Porto, Djavan veio apresentar um novo álbum, “Rua dos Amores”, não esquecendo os sucessos que o consagraram como “Flor de Lis”, “Oceano”, “Lilás” e “Não é Azul mas é Mar”.

Igualmente vinda do outro lado do Atlântico, subiu ao palco do Coliseu a cantora baiana Gal Costa com o espetáculo ‘Recanto – Ao Vivo’ onde, com arranjos totalmente inovadores, recuperou, quase 40 anos depois, a cumplicidade e parceria com Caetano Veloso, que assinou a autoria e a direção do concerto.

Ainda do Brasil, a actriz Christiane Torloni personificou uma Deusa que invoca, através da dança, os homens a acordarem para o sonho no decorrer de uma noite em um jardim ancestral, no espetáculo “O teu corpo é o meu texto”, um espetáculo inspirado na criação da humanidade através da Arte onde se pretendeu homenagear a Arte como forma de perpetuação do sonho humano.

A encerrar o mês, duas récitas da ópera “A Flauta Mágica” de Mozart, uma fantasia singular que estabelece a aliança entre uma história de amor e as grandes questões do iluminismo que o compositor envolve em alegres melodias e coros misteriosos. Integrada no Curso de Pós-Graduação/Mestrado em Ópera e Estudos Músico-Teatrais da ESMAE, esta ópera teve uma arrojada encenação do conceituado encenador alemão Peter Konwitschny, sendo interpretada pelos solistas do Ópera Estúdio da ESMAE e pela Orquestra Sinfónica da ESMAE, dirigidos pelo maestro António Saiote.

Setembro

Após as férias, a sala do Coliseu do Porto encheu-se para receber a 9ª Convenção nacional da Era Portugal.

Mas, Setembro marcou também o início da nova temporada dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto. Uma vez mais, o sucesso continuado desta iniciativa, destinada a toda a família mas com o seu foco principal na formação dos jovens, conta novamente com o apoio da Câmara Municipal do Porto, através da aquisição de 550 bilhetes para distribuição pelas escolas públicas da cidade, para 9 concertos, permitindo a todas as crianças o acesso a esta iniciativa, e da Casa Castanheira que, como habitualmente, no último concerto deste ciclo oferecerá mais um instrumento musical de classe profissional, a sortear entre os jovens que provem ter assistido ao ciclo completo.

Para o primeiro concerto, a obra escolhida foi o “Guia da orquestra para jovens”, de Benjamin Britten, onde o compositor parte de uma melodia composta, no século XVII, por outro compositor também inglês, Henry Purcell, e repete este tema com sucessivas alterações sob a forma de variações, de forma a percorrer cada uma das partes instrumentais da orquestra. Interpretado pela Orquestra Clássica de Espinho, dirigida pelo maestro Pedro Neves, este programa incluiu também uma obra de um compositor português, “Portugalesas” de Cláudio Carneiro, e uma obra contemporânea, “Spices, Perfumes, Toxins!”, para dois percussionistas e orquestra, de Avner Dorman.

Outubro

Recheado de espetáculos, o mês de Outubro iniciou-se com os “Voca People” onde, sem instrumentos, só com vozes, recrearam temas famosos de Michael Jackson, Madonna, Tom Jones, entre outros, numa banda sonora cheia de humor e absolutamente fascinante!

A gala pelo IPO – Porto, “Para cuidar de si!”, encheu a sala do Coliseu do Porto numa acção solidária com este instituto que, já com 39 anos de atividade, se tem vindo a distinguir pelo dinamismo e lugar cimeiro na qualidade com que acolhe e trata os doentes, pela atividade científica de alta credibilidade que desenvolve e pela qualidade do ensino que realiza na área da oncologia. Nomes como Sérgio Godinho, GNR, Expensive Soul e Pedro Abrunhosa deram o seu contributo a esta causa tão nobre.

Com um percurso musical longo e preenchido, Ágata é um dos nomes incontornáveis da música ligeira portuguesa, destacando-se como uma das intérpretes que mais discos vendeu no nosso país. Para celebrar este longo percurso musical o Coliseu do Porto foi a sala escolhida para um concerto único que passou em revista todos os grandes êxitos desta cantora.

Nomeada para um Grammy em 2007, a cantora de jazz Stacey Kent esteve pela primeira vez no Coliseu do Porto, para a apresentação do seu novo trabalho, “The changing lights”.

Como é já tradição anual, o Montepio Geral voltou ao Coliseu do Porto para comemorar o seu 173º aniversário, este ano com um espetáculo de fado dos três irmãos Camané, Helder Moutinho e Pedro Moutinho.

Já na sua XXVII edição, o Festival Internacional de Tunas Universitárias (FITU), voltou a subir ao palco do Coliseu do Porto, apresentando diversas tunas nacionais e internacionais. Um momento alto para o Orfeão Universitário do Porto, mas também para todos os estudantes da Academia que, para além de apoiarem as suas tunas, todos os anos marcam presença naquele que é o Festival de Tunas mais antigo do país.

Considerado o primeiro ídolo Teen Sertanejo, Luan Santana é também um fenómeno de popularidade em Portugal. Este ano, apresentou-se no palco do Coliseu do Porto para o lançamento da sua nova música, “Sogrão Caprichou”!

Também de regresso a Portugal, a banda britânica Editors brindou o público do Coliseu do Porto com as músicas do seu novo álbum, “The weight of your love”.

O segundo concerto desta 9ª temporada de Concertos Promenade, teve como tema o “Triplo concerto para piano, violino e violoncelo” de Beethoven. Interpretado pela Orquestra Filarmonia das Beiras, este, que foi o único concerto que o compositor escreveu para mais do que um instrumento solista, contou ainda com a pianista Elsa Marques Silva, a violinista Ana Pereira e o violoncelista Paulo Gaio Lima, dirigidos pelo maestro Ernst Schelle.

Pelo segundo ano consecutivo, Pablo Alborán voltou a pisar o palco do Coliseu para apresentar o seu último trabalho de originais, o álbum “Tanto” que, em Portugal, entrou directamente para o primeiro lugar do TOP e rapidamente se tornou disco de platina.

Mais um Festival de Tunas Académicas com grande tradição na sala do Coliseu do Porto, a já 15ª edição do “Portuscalle” veio este ano também comemorar os 25 anos de existência da Tuna de Engenharia da Universidade do Porto.

Finalmente, Milton Nascimento, representante maior da cultura brasileira, veio igualmente a Coliseu do Porto neste mês de Outubro, com a sua tournée “Milton Nascimento – Uma travessia”, festejar 50 anos de carreira, chamando ao palco uma convidada portuguesa especial, Carminho.

Novembro

Numa grande gala solidária musical, e que serviu também para homenagear os 45 anos de carreira da fadista Lenita Gentil, subiram ao palco Jorge Fernando, Fábia Rebordão, Natalino de Jesus e Amigos, que assim deram o seu apoio às causas nobres que contribuem para possibilitar uma melhor qualidade de vida a crianças necessitadas.

Pela primeira vez a actuar no Coliseu do Porto, o grupo portuense “Os Azeitonas” prometeu, e cumpriu, entusiasmando o público com um grande concerto onde, além de boa parte dos temas que compõem o eu novo disco, não faltaram os seus maiores êxitos, entre os quais o incontornável “Anda comigo ver os aviões”.

De volta aos discos, aos concertos e a Portugal, os Suede, nome fundamental da cena britpop, brindaram os seus fãs portugueses com o seu novo trabalho "Bloodsports", apresentado pelo single "It Starts and Ends With You".

No ano em que celebrou 20 anos, a Tuna Académica da Faculdade de Economia do Porto escolheu o palco de excelência da sua cidade, que é o Coliseu do Porto, para comemorar este marco.

Novembro foi ainda o mês da apresentação da segunda produção operática do Coliseu do Porto, realizada com a Orquestra do Norte, ao abrigo do protocolo celebrado com a Secretaria de Estado da Cultura. Ópera em quatro actos de Giacomo Puccini, a história de “La Bohème” passa-se em, Paris, no início do século XIX, e narra a vida de um grupo de artistas e os seus conflitos diários: as dificuldades financeiras, as paixões tempestuosas e os amores atormentados pela doença. A boémia que Puccini vivia na sua época, era também ela muito semelhante à das personagens desta ópera. A humanidade conferida a estes papéis, bem como a incomparável harmonia que alcança das cores e técnicas orquestrais, tornaram de “La Bohème” uma das óperas mais famosas do compositor. O papel de Mimì, a pobre florista que morre de tuberculose, foi brilhantemente interpretado pela soprano italiana Francesca Bruni, ao lado de Mário João Alves, no papel de Rodolfo, o pobre poeta que se apaixona por ela. Os papéis de Marcello, Colline e Schaunard, o pintor, o filósofo e o músico que partilham a casa com Rodolfo, foram, respetivamente, dos barítonos portugueses Luís Rodrigues, Bruno Pereira e Pedro Telles. Ana Maria Pinto como Musetta, João Oliveira como Benoit, Pablo Atahualpa como Alcindoro e Hernâni Zão como Parpignol completaram o elenco. Contando ainda com a participação especial das crianças do Coro da Academia de Música de Vilar do Paraíso, a encenação desta ópera foi assinada por Giulio Ciabatti e magistralmente dirigida pelo maestro José Ferreira Lobo.

O mês prosseguiu com o terceiro concerto desta 9ª temporada de Concertos Promenade, no qual foi interpretado pela Orquestra Sinfónica da ESMAE, dirigida pelo seu maestro titular António Saiote, “A Sagração da Primavera, um bailado composto por Igor Stravinsky e coreografado originalmente por Vaslav Nijinsky, que foi estreado no Teatro dos Campos Elísios de Paris, em 29 de Maio de 1913.

Só em 2013, Rodrigo Leão contabiliza já quatro diferentes trabalhos musicais para cinema, incluindo “La cage dorée” e “The buttler”. No espetáculo “Bandas Sonoras” que apresentou no Coliseu, Rodrigo Leão e os seus músicos interpretaram estas obras, mas também peças escritas para trabalhos como “Equador” e “Lisbon Story”. Na segunda parte do concerto, o compositor mostrou ainda algumas das músicas do seu novo projecto com o músico australiano Scott Matthew.

Novembro contou ainda com a visita do talentoso Jamie Cullum, para um concerto onde foi possível ouvir as músicas do disco novo, "Momentum".

A antecipar a chegada da época natalícia, o Russian Classic Ballet encheu a sala de magia com a apresentação do bailado “O lago dos cisnes”.

Também o cantor português de dancehall, reggae, ska e soul, Richie Campbell, esteve este ano no Coliseu do Porto para o encerramento da sua tournée, nacional e internacional, “Focused Tour” e para a gravação do seu primeiro DVD ao vivo.

A encerrar o mês, o grupo de eurodance português, Santamaria, comemorou com um grandioso espetáculo de música, luz e cor, os seus 15 anos de carreira.

Dezembro

No início do mês de Dezembro, o Coliseu do Porto voltou a receber um espetáculo de Frei Hermano da Câmara, com o título “Uma alma, uma voz”, onde o cantor revelou alguns novos temas, interpretando também os seus maiores êxitos de sempre.

Como todos os anos, em Dezembro, o MONUMENTAL CIRCO DO COLISEU DO PORTO, que se manteve em cena até 1 de Janeiro, voltou a espalhar a magia do Natal, apresentando-se em 40 récitas (44 realizadas em 2012) e contando com a presença de 74.176 espectadores, apresentando assim um decréscimo de cerca de 12%, em relação aos números de 2012.

A atual conjuntura económica e as restrições orçamentais provocaram uma diminuição substancial das festas de Natal de empresas e escolas, sobretudo as públicas, bem como ao nível do público em geral.

Apesar da aposta da vossa Associação nas companhias e artistas apresentados, também prejudicada pela difícil situação financeira ao longo deste ano, verificou-se uma redução das receitas de vendas de bilhetes ao público (28% quando comparadas com ano anterior), bem como uma diminuição substancial das festas de Natal de empresas (14%) e das escolas (3%), face a 2012.

Ainda durante este mês, foi apresentado no Salão Ático, o espetáculo “A tertúlia dos 40”, uma tertúlia onde três amigos (o músico/produtor Filipe Fonseca, o jornalista/pivot da RTP, Carlos Daniel e o jornalista/relatador da TSF, João Ricardo Pateiro) falam em palco sobre os anos que mais marcaram as suas vidas, cantando e rindo, interagindo com os espectadores.

Também já uma tradição e uma presença habitual, o Concerto Promenade do mês de Dezembro integrou alguns artistas do Monumental Circo do Coliseu do Porto, que realizaram os seus números sob o ritmo jazz de “Take the “A” train”, de Duke Ellington, desta vez interpretado pela Big Band da Escola Profissional de Música de Espinho, dirigida pelo maestro Paulo Perfeito.

Mais uma vez, a sala do Coliseu do Porto tornou possível a realização dos mais diversos tipos de espetáculos, graças à sua polivalência, reafirmando o seu papel e a sua diversidade cultural e procurando atingir os mais diversos públicos.