2009 - Actividade Desenvolvida

Em 2009, o Coliseu do Porto foi novamente palco de alguns dos mais emblemáticos espectáculos, reforçando o seu carisma e revelando a preferência dos produtores externos e a qualidade das produções próprias apresentadas.

Como grande sala de espectáculos da cidade do Porto e do país, o público portuense recebeu carinhosamente no palco do Coliseu do Porto alguns do mais emblemáticos nomes da música portuguesa. De relembrar o regresso após 30 anos dos portuenses Táxi com o espectáculo “Ontem, Hoje e Amanhã”, a gravação do DVD de carreira de João Pedro Pais, o último espectáculo do final de um percurso de 25 anos dos Delfins, o espectáculo “Três Cantos” que juntou em palco os eternos José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias, as consagradas fadistas Maria da Fé e Marisa, o projecto “Amália Hoje” ao vivo, a presença de David Fonseca num concerto Flash da Vodafone, Mafalda Veiga, Luis Represas, André Sardet, Rita Guerra, as Just Girls e Rodrigo Leão.

Simone, Zélia Dunca, Maria Rita, Vanessa da Mata e Seu Jorge foram os brasileiros que este ano marcaram presença no Coliseu do Porto. Também em registo português, recebemos pela primeira vez a cabo-verdiana Mayra Andrade.

No domínio dos clássicos, mais uma vez foi possível escutar as as valsas e mazurkas vienenses no “Grande Concerto de Ano Novo” pela Strauss Festival Orchestra, as óperas “Aída”, “La Traviata” e a cantata “Carmina Burana” e  os bailados: “O Quebra-Nozes”, “O Lago dos Cisnes”, “A Pequena Sereia”, “Giselle” e “Cinderela”.

Os estudantes voltaram a encher a sala do Coliseu do Porto com os habituais festivais de tunas XXII FITA, XVI FITISEP, XXIII FITU e Portuscalle 2009 da FEUP.

O Teatro ficou este ano marcado pela presença da companhia de teatro catalã La Fura dels Baus com a peça “Boris Godunov” inserida no FITEI, com o regresso de António Feio e José Pedro Gomes com “A Verdadeira Treta”, o musical infantil “Winx”, a produção nacional de “Os Produtores” e a “Gota d’Água” do consagrado Chico Buarque.

Fazemos ainda referência aos espectáculos multidisciplinares com a presença dos Stomp, dos Spirit of ths Dance, o espectáculo Pasión de Buena Vista, as galas dos 25 anos da Fundação AMI e do 50º Aniversário do Hospital Geral de São João, The Glen Miller Orchestra e os Twelve Tenors.

Um sucesso garantido são sempre os concertos pop-rock que este ano fizeram vibrar alguns milhares de pessoas ao som dos britânicos Kaiser Chiefs, Jason Mraz, Brandi Carlile, Antony and the Johnsons, o excêntrico Marilyn Mason, Skunk Anansie e o soul de Macy Gray .

O quarto ciclo de CONCERTOS PROMENADE DO COLISEU DO PORTO iniciado em Setembro de 2008, continuou até Julho com mais 8 concertos: “Música com Lata” com o Drumming – Grupo de Percussão repetido na segunda-feira seguinte numa sessão para escolas e apresentado em Maio “40 horas Non Stop” da Fundação Serralves, “Danças Húngaras” de Brahms com a Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo Maestro Augustin Dumay, “O príncipe Igor” de Borodin com a Orquestra ARTAVE e o Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, “O Aprendiz de Feiticeiro” de Dukas com a Orquestra Sinfónica da ESMAE e a Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku, “As Quatro Estações” de Piazzolla com a Orquestra do Algarve, “O Trenzinho do Caipira” de Villa-Lobos com a Orquestra Nacional do Porto e a apresentação de “Os Planetas” de Holst no Festival dos Oceanos em Lisboa.

Novamente esta iniciativa, destinada a toda a família mas com o seu foco principal na formação dos jovens, contou com o apoio da Câmara Municipal do Porto através da aquisição de bilhetes para distribuição pelas escolas públicas da cidade e da Casa Castanheira, que ofereceu o instrumento musical sorteado em Julho por todos aqueles que assistiram ao ciclo completo de concertos.

O mês de Setembro marcou o início de um novo ciclo dos CONCERTOS PROMENADE. O “Guia da Orquestra para Jovens” de Britten abriu esta nova série com a Orquestra Clássica de Espinho, seguiram-se o “Concerto para Fagote e Orquestra” de Mozart com a Orquestra Sinfónica da ESART e o fagotista Rui Lopes, “Temas e Variações para Clarinete e Orquestra” de Rossini com a Orquestra do Norte e o Clarinetista Nuno Pinto, e em Dezembro “Scaramouche para Saxofone” de Milhaud, com a Banda Sinfónica Portuguesa, o saxofonista Filipe Fonseca com a actuação do Monumental Circo do Coliseu do Porto. Estes foram os primeiros quatro desta nova série, com a particularidade, já referida, de que todos os concertos deste novo ciclo são dedicados a instrumentos solistas e orquestra.

Ainda no âmbito das produções próprias, o Coliseu do Porto apresentou em Março um grande concerto inserido nas celebrações do Bicentenário das Invasões Francesas, onde foi estreada mundialmente a obra “PORTUGAL”, encomendada especialmente ao Cónego Ferreira dos Santos. Mais de 500 coralistas de toda a cidade do Porto e zona Ribeirinha de Gaia, dirigidos pelo Maestro Cesário Costa e acompanhados pelos solistas Dora Rodrigues e Marco Alves, pelos Coros Polifónico da Lapa e do Círculo Portuense de Ópera, pela Orquestra Clássica de Espinho, a Banda Sinfónica Portuguesa e pelo Professor Júlio Couto, encheram o palco e a sala do Coliseu num concerto ao qual assistiram mais de 2.300 pessoas, e reconhecido pela crítica.

Em 2009, e considerando o inegável valor artístico, reconhecido no país e no estrangeiro, o esforço posto na divulgação da música e dos compositores portugueses, e o grande apoio sempre prestado ao COLISEU DO PORTO, desde os primeiros Concertos Promenade ao Jubileu Mozart, o Coliseu do Porto decidiu produzir e apresentar um concerto sinfónico comemorativo dos 50 anos de carreira como compositor do Maestro ÁLVARO CASSUTO.

Este notável concerto, dirigido pelo próprio, contou com a participação da Orquestra do Norte e o pianista António Rosado, que deliciou a assistência com a sua interpretação da “ Rhapsody in Blue” de Gershiwn. Do programa constou ainda a Sinfonia Breve, do próprio Álvaro Cassuto, a “Suite Alentejana nº2”, de Luis de Freitas Branco e o “Bolero” de Ravel.

O maestro foi condecorado pelo Presidente da Répública com a Grã Cruz da Ordem de Santiago de Espada, no dia 10 de Junho e, no dia 19 do mesmo mês, O COLISEU DO PORTO prestou-lhe a sua homenagem, descerrando uma placa comemorativa no seu átrio principal.

Dezembro foi mais uma vez o mês dedicado àquele que é ainda hoje considerado o maior espectáculo do mundo, o circo, com a apresentação de 50 récitas do MONUMENTAL CIRCO DO COLISEU DO PORTO que estreou oficialmente no dia 11 de Dezembro e se manteve em cena até 3 de Janeiro de 2010.

A sala do Coliseu do Porto demonstrou mais uma vez a sua polivalência, permitindo a realização dos mais diversos tipos de espectáculo, assegurando a sua função cultural e procurando atingir os mais diversos públicos.