2011 - Actividade Desenvolvida

2011 voltou a ser, sem dúvida, um ano de grandes espectáculos, de dias memoráveis e performances extraordinárias. Um ano no qual, mais uma vez, produtores externos e público brindaram a vossa Associação com o reconhecimento de excelência pelo trabalho desenvolvido.

Janeiro

Sempre a receber o novo ano, os primeiros dias de Janeiro foram reservados para marcar o culminar do Monumental Circo do Coliseu do Porto que, em mais um Natal, fez sonhar milhares de crianças. A tradição manteve-se, também, nos espectáculos clássicos com a apresentação de dois dos mais famosos bailados do mundo, o fantástico conto de Natal que é "O Quebra-nozes" e o apaixonante "Lago dos Cisnes", e o já tradicional "Grande Concerto de Ano Novo" que, à semelhança dos concertos austríacos, apresentou-se ao público do Coliseu do Porto com as mais famosas valsas, polcas e mazurcas vienenses.

O mês de Janeiro foi ainda marcado por dois grandes espectáculos de música portuguesa: The Legendary Tigerman, o projecto de Paulo Furtado, com sucesso assinalado por toda a Europa; e Deolinda, grupo de música popular portuguesa, inspirado pelo fado e pelas suas origens tradicionais, que contou com mais de quatro mil espectadores, e pelo Comício da Candidatura do Prof. Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República.

A finalizar o mês, o quarto concerto do 6º ciclo de Concertos Promenade, com a interpretação do Concerto para Piano e Orquestra de Grieg, pela pianista Helena Marinho e pela Orquestra ARTAVE, dirigidas pelo maestro Luís Machado.

Fevereiro

Fevereiro marcou a diversidade de géneros, com duas récitas do melhor Gospel, na voz dos Harlem Gospel Singers, um concerto cheio de energia a que os Skunk Anansie já nos habituaram, a apresentação dos novos e renovados destinos de Viagens Pinto Lopes e o charme da ópera italiana, com "Rigoletto" de Verdi. A finalizar o mês, mais de seis mil espectadores assistiram à divertida e emocionante comédia teatral "Apanhados na Rede", encenada por António Feio e Fernando Gomes e um elenco de luxo como nomes como José Pedro Gomes, Cláudia Cadima e Eduardo Frazão.

A abrilhantar este mês, no Concerto Promenade foi apresentada pela Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, dirigida pelo maestro Javier Viceiro, a abertura da ópera "Amor de Perdição", de João Arroio.

Março

Para alegrar os mais pequenos, Março iniciou-se com uma fantástica encenação das histórias dos Invencíveis Senhores da Natureza, os Gormiti, que deliciou mais de quatro mil crianças. O pop-rock ficou marcado pelo contraste entre o punk-cigano dos Gogol Bordelo e a delicadeza da voz de Katie Melua.

Março foi ainda o mês do regresso a Portugal dos embaixadores musicais de Cuba no mundo, a Orquestra Buena Vista Social Club, da qual fazem parte os nomes eternos como o trompetista Guajiro Mirabal, o virtuoso do alaúde cubano Barbarito Torres e o guitarrista, pianista e organista Manuel Galbán, que se fizeram acompanhar da grande senhora da música cubana Omara Portuondo.

A estreia primaveril foi a apresentação do grupo Voca People, pela primeira vez em Portugal, uma nova performance de teatro vocal, que combina "sons vocais e o canto à capela" com "a arte do moderno beat-box humano", aplaudido por mais de cinco mil espectadores.

Destaque ainda, neste mês, para o concerto comemorativo do centésimo aniversário da Universidade do Porto, onde a Orquestra do Norte e o Coral de Letras interpretaram um programa exclusivamente português: o Staccato Brilhante, de Joly Braga Santos, "Almourol" de Francisco Lacerda, a 2ª Suíte Alentejana, de Luís de Freitas Branco, "Poema", de Luís Costa e a estreia de "No coração do Porto", uma Cantata Académica de Fernando Lapa, sobre o poema homónimo de Vasco Graça Moura.

No âmbito do Harmos Festival Orchestra 2011, a Orquestra Sinfónica da ESMAE foi a estrela do Concerto Promenade, dirigida pelo maestro António Saiote, com a interpretação do poema sinfónico "Sheherazade", de Rimsky-Korsakov.

Abril

Abril foi o mês da primeira das duas óperas co-produzidas com a Orquestra do Norte, ao abrigo do protocolo celebrado com o Ministério da Cultura. A obra escolhida foi "As Bodas de Fígaro", a ópera buffa de Mozart, a segunda da trilogia de Beaumarchais, depois de "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini, apresentado no ano passado, com encenação do italiano Emídio Guidotti. No seguimento do enredo, o Concerto Promenade de Abril recebeu o nome de "O regresso do Super Barbeiro: As Bodas de Fígaro", numa versão reduzida e muito divertida, adaptada para o público mais jovem.

Os espaços do Coliseu do Porto foram ainda palco, neste primeiro fim-de-semana, das comemorações do 10º aniversário do Maus Hábitos, com um Flea Market a agitar a tarde de sábado da Rua Passos Manuel e as apresentações do grupo de Lindy Hop e da OLVS Big Band, no domingo ao final da tarde, no Salão Ático.

O bailado "Coppélia", de Delibes e a cantata "Carmina Burana", de Orff, foram as notas clássicas de Abril, e o resto do mês cantou-se em língua portuguesa, com o concerto ao vivo de Mickael Carreira, a fadista Ana Moura, acompanhada pela Frankfurt Radio Bigband e o regresso da brasileira Simone ao nosso país.

Nota ainda para o evento "Life Energy", uma palestra motivacional onde se procurou expandir a consciência positiva nos participantes.

Maio

Maio é, tradicionalmente, na cidade do Porto, um mês associado às festas universitárias trazendo ao Coliseu todos os anos o festival da academia, o XXIV FITA e, em 2011, também a cerimónia de imposição de Insígnias do ICBAS.

No seguimento do evento do mês anterior, a sala do Coliseu do Porto encheu-se para ouvir mais uma Palestra Motivacional, onde foram oradores principais os conceituados Daniel Godri e Daniel Sá Nogueira.

Os valores nacionais foram ressaltados numa homenagem ao cantor Zeca Afonso, com o espectáculo "Zeca Sempre – Tour O Que Faz Falta", o concerto privado da Ordem dos Advogados, na voz de Pedro Abrunhosa, e ainda com o musical produzido e apresentado pela Academia de Música de Vilar do Paraíso e com o tradicional Sarau da Casa do Gaiato do Porto.

Da pop-rock norte-americana, o Coliseu encheu-se para receber os aclamados The National e o novo álbum "The Age of Adz" de Sufjan Stevens.

De regresso ao palco do Coliseu esteve, também, a companhia britânica Stomp, com o seu espectáculo onde se misturou percussão, movimento, dança, teatro e comédia, e uma vez mais atraiu à sala do Coliseu do Porto mais de dez mil pessoas.

Nota ainda para a exposição de pintura do peruano Jorge Valdivia, que esteve patente no Salão Jardim, numa exposição promovida pela Allarts Gallery, de Lisboa.

O Concerto Promenade habitual, sob o título "Santa Bárbara: concerto camaleónico para contrabaixo" foi apresentado pelo Drumming – Grupo de Percussão, com direcção musical de Miquel Bernat, acompanhados do venezuelano Edicson Ruiz, que actualmente integra a Filarmónica de Berlim. Este excelente ensemble de percussão, que todos os anos tem participado nestes concertos para jovens, voltou ainda a marcar presença num Concerto Promenade, do Coliseu do Porto, mas desta vez fora de portas, pela quarta vez integrado na programação do festival "Serralves em Festa – 40 Horas Non Stop".

Junho

Este mês ficou essencialmente marcado pelo regresso da Companhia Nacional de Bailado ao palco do Coliseu do Porto. "uma coisa em forma de assim", uma obra notável em inovação, estética e harmonia, co-criada por alguns dos mais importantes coreógrafos portugueses (Clara Andermatt, Francisco Camacho, Benvindo Fonseca, Rui Lopes Graça, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Olga Roriz, Madalena Victorino e Vasco Wellenkamp), com a composição e a inesquecível interpretação musical a cargo de Bernardo Sassetti.

Também o comício político do Bloco de Esquerda e o concerto do duo electrónico de Manchester, Lamb, agitaram o mês, com a sua veemente intervenção política e com a sua não menos veemente sonoridade e pressão musical.

O 6º Ciclo de Concertos Promenade encerrou em Junho, com mais um concerto muito especial, sob o título da 7ª Sinfonia de Beethoven, em que a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Cesário Costa, interpretou também a obra "Cartoonia", uma encomenda dos Concertos Promenade ao compositor Jorge Prendas. Neste concerto foi ainda sorteado, como habitualmente, um instrumento musical, oferta da Casa Castanheira, entre aqueles que assistiram ao ciclo completo de concertos.

Este ciclo, que em mais um ano contou com a presença de 10 orquestras profissionais e académicas, foi assistido por cerca de 12.000 espectadores e saldou-se por um resultado negativo de € 33.864, perfeitamente justificado, face aos seus objectivos, inteiramente atingidos.

Julho

Em Julho, os brasileiros Ana Carolina e Alexandre Pires encheram de cor e ritmo o palco desta sala de espectáculo. A diversidade foi marcada pela música anglo-saxónica, no soul de Michael Bolton e Kenny G., com o jazz da jovem contrabaixista Esperanza Spalding e o rock-sinfónico dos Dream Theater. Também o bailado abrilhantou as noites do Coliseu, com o encanto e a magia de "O Lago dos Cisnes".

Destaque final neste mês para a excelente produção nacional da ópera "D. Giovanni", de Mozart, com direcção musical do maestro António Saiote e encenação de Nuno M. Cardoso e Marcos Barbosa, que uma vez mais trouxe ao palco do Coliseu e ao público do Porto alguns dos mais conceituados cantores líricos portugueses: António Salgado, Bruno Pereira, Carla Caramujo, Luís Rodrigues, Mário João Alves, Sara Braga Simões, Susana Milena e Valter Mateus.

Setembro

Setembro marcou o início da nova temporada. E esta rentrée foi assinalada para três grandes acontecimentos no Coliseu do Porto:

O arranque da sétima temporada, consecutiva, dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto!

Uma vez mais, o sucesso continuado desta iniciativa, destinada a toda a família mas com o seu foco principal na formação dos jovens, conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, através da aquisição de bilhetes para distribuição pelas escolas públicas da cidade, permitindo a todas as crianças o acesso a esta iniciativa, e da Casa Castanheira que, no último concerto deste ciclo, oferecerá mais um instrumento musical. Neste primeiro concerto, a obra escolhida foi a 5ª Sinfonia de Beethoven, brilhantemente interpretada pela Orquestra Clássica de Espinho, dirigida pelo maestro Pedro Neves.

Foi, ainda, apresentado o concerto de antecipação da participação da Banda Sinfónica Portuguesa no 60º aniversário do World Music Contest, na Holanda, festival este em que obtiveram o primeiro prémio. Parabéns à Banda Sinfónica Portuguesa!

Finalmente, a assinalar o dia mundial da música, a primeira apresentação na cidade do Porto da ópera "Sansão e Dalila", de Camille Saint-Saëns, a segunda ópera co-produzida com a Orquestra do Norte, magistralmente dirigida pelo Maestro José Ferreira Lobo, ao abrigo do protocolo celebrado com o Ministério da Cultura, que marcou também as comemorações do 70º aniversário do Coliseu do Porto, conjuntamente com a apresentação da nova imagem do Coliseu do Porto, o seu átrio exterior totalmente renovado.

Outubro

O mês de Outubro inaugurou-se em português, com a sala repleta para celebrar os 35 anos de carreira, "A Semear Salsa ao Reguinho", do cantor Vitorino, com os seus amigos.

A sala voltou a encher-se para receber o metal gótico/sinfónico dos holandeses Within Temptation, com a apresentação do novo álbum "The Unforgiving".

A confirmar a tradição, também a festa dos estudantes universitários brindou o palco do Coliseu com os seus festivais de tunas: o XXV FITU "Cidade do Porto", do Orfeão Universitário e o "Portuscalle 11", da Faculdade de Engenharia.

Este foi ainda o ano em que o Futebol Clube do Porto veio ao Coliseu, para apresentar o seu Dragão de Ouro e celebrar as Festa dos Campeões 2010/2011.

O 7º ciclo de Concertos Promenade prosseguiu com a jovial serenata de Mozart, "Eine Kleine Nachtmusik", interpretada pela Orquestra Filarmonia das Beiras e dirigida pelo maestro Vasco Negreiros.

Novembro

Num mês preenchido com o que de melhor se faz na música portuguesa, foram presença no palco do Coliseu do Porto o grupo Trovante, que se juntou neste ano para celebrar os 35 anos de carreira, a jovem Áurea, com uma voz incomparável, o "cantautor" Sérgio Godinho, com a estreia do seu álbum "Mútuo Consentimento", repleto de novas sonoridades, os enérgicos fundadores do novo som electrónico kuduro progressivo, Buraka Som Sistema, e os portuenses GNR, a comemorar "30 Anos de Voos Domésticos" e a quem a vossa Associação prestou a sua homenagem com o descerramento de uma placa comemorativa no átrio do Coliseu.

A esta explosão de música portuguesa juntou-se o teatro infantil "A Menina de Pedra", o concerto heavy-metal dos americanos Machine Head e o Road-Show da Casa Garrett, que se realizou no Salão Ático.

No concerto Promenade deste mês, foi interpretada pela Orquestra do Norte, com direcção do Maestro José Ferreira Lobo, a Suíte da Ópera "Carmen", de Bizet.

O mês de Novembro terminou com um brilhante concerto comemorativo do 70º aniversário do Coliseu do Porto, no qual a Orquestra Artave, dirigida pelo maestro Luís Machado, e o professor Constantin Sandu, como solista, interpretaram duas das obras que fizeram o concerto inaugural desta sala de espectáculos, em 19 de Dezembro de 1941: a abertura "Consagração da Casa", de Beethoven e o Concerto para Piano nº 1, de Mendelssohn. Este concerto especial constituiu, ainda, a merecida homenagem prestada pela nossa Associação à grande professora e pianista portuense Senhora D. Helena Sá e Costa que, aquando da inauguração desta sala de espectáculos, interpretou este mesmo concerto, com o descerramento de uma placa comemorativa no hall de entrada do Coliseu, protagonizado pela sua Irmã, a notável violoncelista Senhora D. Madalena Sá e Costa.

Dezembro

Como todos os anos, em Dezembro, o MONUMENTAL CIRCO DO COLISEU DO PORTO, que se manteve em cena até 1 de Janeiro, voltou a espalhar a magia do Natal, apresentando-se em 45 récitas e contando com 89.814 espectadores (um decréscimo de 26,4% em relação aos números de 2010). Apesar da crescente aposta da vossa Associação na qualidade das companhias apresentadas, que se reflectiu num considerável aumento das receitas de vendas de bilhetes ao público (cerca de 33%, comparado com ano anterior), a actual conjuntura económica provocou uma diminuição substancial das festas de Natal de empresas e escolas.

No mesmo palco onde durante todo o mês foi apresentado o Circo, e fruto da versatilidade da nossa sala e da equipa técnica do Coliseu do Porto, foi uma vez mais possível conciliar, durante este período, outros cinco espectáculos: os dois teatros infantis "Conta-me Histórias" e "Ali Baba", a cantata "Carmina Burana", de Carl Orff, o concerto do Alabama Gospel Choir e o folclore do Exército Russo de S. Petersburgo.

Também já uma tradição e uma presença habitual, a Banda Sinfónica Portuguesa juntou-se ao Monumental Circo do Coliseu do Porto para mais um inovador Concerto Promenade, desta vez sob o mote do vertiginoso "Voo do Moscardo", de Rimsky-Korsakov.

Mais uma vez, a sala do Coliseu do Porto tornou possível a realização dos mais diversos tipos de espectáculos, graças à sua polivalência, reafirmando o seu papel cultural e procurando atingir os mais diversos públicos. Assim, graficamente, explicitamos a afluência média dos espectadores aos mais diversos géneros de espectáculos.

2009 - Actividade Desenvolvida

Em 2009, o Coliseu do Porto foi novamente palco de alguns dos mais emblemáticos espectáculos, reforçando o seu carisma e revelando a preferência dos produtores externos e a qualidade das produções próprias apresentadas.

Como grande sala de espectáculos da cidade do Porto e do país, o público portuense recebeu carinhosamente no palco do Coliseu do Porto alguns do mais emblemáticos nomes da música portuguesa. De relembrar o regresso após 30 anos dos portuenses Táxi com o espectáculo “Ontem, Hoje e Amanhã”, a gravação do DVD de carreira de João Pedro Pais, o último espectáculo do final de um percurso de 25 anos dos Delfins, o espectáculo “Três Cantos” que juntou em palco os eternos José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias, as consagradas fadistas Maria da Fé e Marisa, o projecto “Amália Hoje” ao vivo, a presença de David Fonseca num concerto Flash da Vodafone, Mafalda Veiga, Luis Represas, André Sardet, Rita Guerra, as Just Girls e Rodrigo Leão.

Simone, Zélia Dunca, Maria Rita, Vanessa da Mata e Seu Jorge foram os brasileiros que este ano marcaram presença no Coliseu do Porto. Também em registo português, recebemos pela primeira vez a cabo-verdiana Mayra Andrade.

No domínio dos clássicos, mais uma vez foi possível escutar as as valsas e mazurkas vienenses no “Grande Concerto de Ano Novo” pela Strauss Festival Orchestra, as óperas “Aída”, “La Traviata” e a cantata “Carmina Burana” e  os bailados:“O Quebra-Nozes”, “O Lago dos Cisnes”, “A Pequena Sereia”, “Giselle” e “Cinderela”.

Os estudantes voltaram a encher a sala do Coliseu do Porto com os habituais festivais de tunas XXII FITA, XVI FITISEP, XXIII FITU e Portuscalle 2009 da FEUP.

O Teatro ficou este ano marcado pela presença da companhia de teatro catalã La Fura dels Baus com a peça “Boris Godunov” inserida no FITEI, com o regresso de António Feio e José Pedro Gomes com “A Verdadeira Treta”, o musical infantil “Winx”, a produção nacional de “Os Produtores” e a “Gota d’Água” do consagrado Chico Buarque.

Fazemos ainda referência aos espectáculos multidisciplinares com a presença dos Stomp, dos Spirit of ths Dance, o espectáculo Pasión de Buena Vista, as galas dos 25 anos da Fundação AMI e do 50º Aniversário do Hospital Geral de São João, The Glen Miller Orchestra e os Twelve Tenors.

Um sucesso garantido são sempre os concertos pop-rock que este ano fizeram vibrar alguns milhares de pessoas ao som dos britânicos Kaiser Chiefs, Jason Mraz, Brandi Carlile, Antony and the Johnsons, o excêntrico Marilyn Mason, Skunk Anansie e o soul de Macy Gray .

O quarto ciclo de CONCERTOS PROMENADE DO COLISEU DO PORTO iniciado em Setembro de 2008, continuou até Julho com mais 8 concertos: “Música com Lata” com o Drumming – Grupo de Percussão repetido na segunda-feira seguinte numa sessão para escolas e apresentado em Maio “40 horas Non Stop” da Fundação Serralves, “Danças Húngaras” de Brahms com a Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo Maestro Augustin Dumay, “O príncipe Igor” de Borodin com a Orquestra ARTAVE e o Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, “O Aprendiz de Feiticeiro” de Dukas com a Orquestra Sinfónica da ESMAE e a Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku, “As Quatro Estações” de Piazzolla com a Orquestra do Algarve, “O Trenzinho do Caipira” de Villa-Lobos com a Orquestra Nacional do Porto e a apresentação de “Os Planetas” de Holst no Festival dos Oceanos em Lisboa.

Novamente esta iniciativa, destinada a toda a família mas com o seu foco principal na formação dos jovens, contou com o apoio da Câmara Municipal do Porto através da aquisição de bilhetes para distribuição pelas escolas públicas da cidade e da Casa Castanheira, que ofereceu o instrumento musical sorteado em Julho por todos aqueles que assistiram ao ciclo completo de concertos.

O mês de Setembro marcou o início de um novo ciclo dos CONCERTOS PROMENADE. O “Guia da Orquestra para Jovens” de Britten abriu esta nova série com a Orquestra Clássica de Espinho, seguiram-se o “Concerto para Fagote e Orquestra” de Mozart com a Orquestra Sinfónica da ESART e o fagotista Rui Lopes, “Temas e Variações para Clarinete e Orquestra” de Rossini com a Orquestra do Norte e o Clarinetista Nuno Pinto, e em Dezembro “Scaramouche para Saxofone” de Milhaud, com a Banda Sinfónica Portuguesa, o saxofonista Filipe Fonseca com a actuação do Monumental Circo do Coliseu do Porto. Estes foram os primeiros quatro desta nova série, com a particularidade, já referida, de que todos os concertos deste novo ciclo são dedicados a instrumentos solistas e orquestra.

Ainda no âmbito das produções próprias, o Coliseu do Porto apresentou em Março um grande concerto inserido nas celebrações do Bicentenário das Invasões Francesas, onde foi estreada mundialmente a obra “PORTUGAL”, encomendada especialmente ao Cónego Ferreira dos Santos. Mais de 500 coralistas de toda a cidade do Porto e zona Ribeirinha de Gaia, dirigidos pelo Maestro Cesário Costa e acompanhados pelos solistas Dora Rodrigues e Marco Alves, pelos Coros Polifónico da Lapa e do Círculo Portuense de Ópera, pela Orquestra Clássica de Espinho, a Banda Sinfónica Portuguesa e pelo Professor Júlio Couto, encheram o palco e a sala do Coliseu num concerto ao qual assistiram mais de 2.300 pessoas, e reconhecido pela crítica.

Em 2009, e considerando o inegável valor artístico, reconhecido no país e no estrangeiro, o esforço posto na divulgação da música e dos compositores portugueses, e o grande apoio sempre prestado ao COLISEU DO PORTO, desde os primeiros Concertos Promenade ao Jubileu Mozart, o Coliseu do Porto decidiu produzir e apresentar um concerto sinfónico comemorativo dos 50 anos de carreira como compositor do Maestro ÁLVARO CASSUTO.

Este notável concerto, dirigido pelo próprio, contou com a participação da Orquestra do Norte e o pianista António Rosado, que deliciou a assistência com a sua interpretação da “ Rhapsody in Blue” de Gershiwn. Do programa constou ainda a Sinfonia Breve, do próprio Álvaro Cassuto, a “Suite Alentejana nº2”, de Luis de Freitas Branco e o “Bolero” de Ravel.

O maestro foi condecorado pelo Presidente da Répública com a Grã Cruz da Ordem de Santiago de Espada, no dia 10 de Junho e, no dia 19 do mesmo mês, O COLISEU DO PORTO prestou-lhe a sua homenagem, descerrando uma placa comemorativa no seu átrio principal.

Dezembro foi mais uma vez o mês dedicado àquele que é ainda hoje considerado o maior espectáculo do mundo, o circo, com a apresentação de 50 récitas do MONUMENTAL CIRCO DO COLISEU DO PORTO que estreou oficialmente no dia 11 de Dezembro e se manteve em cena até 3 de Janeiro de 2010.

A sala do Coliseu do Porto demonstrou mais uma vez a sua polivalência, permitindo a realização dos mais diversos tipos de espectáculo, assegurando a sua função cultural e procurando atingir os mais diversos públicos.

2008 - Actividade Desenvolvida

Novamente este ano subiram ao palco do Coliseu do Porto alguns dos mais emblemáticos espectáculos, reforçando o seu carisma como grande sala de espectáculos da cidade e revelando a preferência dos produtores externos e a qualidade das produções próprias apresentadas.

Um ano mais os artistas portugueses encontraram no Coliseu um grande palco à sua medida e um público desejoso de os saudar. De referir a presença dos fadistas Camané e Ana Moura, o jovem Mickael Carreira, os consagrados Xutos & Pontapés numa festa da empresa TNT, a apresentação do trabalho a solo do seu vocalista, Tim, em mais uma comemoração do aniversário do Montepio, e o “pai do rock português”, Rui Veloso, desta vez acompanhado dos Perfume, no 10º aniversário da Optimus.

Do outro lado do oceano, e já uma presença habitual no palco do Coliseu do Porto, os brasileiros Rick & Renner, Gilberto Gil, Adriana Cacanhotto, Maria Rita, Djavan e o sempre irreverente Ney Matogrosso.

No domínio dos clássicos, pudemos apreciar em Janeiro as valsas e mazurkas da família Strauss nos concertos “Wiener Gala Strauss” e “Grande Concerto de Ano Novo”, a excelente adaptação para flamenco de “Carmina Burana” e “Carmen”, a ópera “O Elixir do Amor” de Donizetti e as obras “Rapsody in Blue” de Gershwin e “Carmina Burana” de Orff.

O jazz esteve este ano representado pelos génios Joe Satriani e Ornette Coleman e a música electrónica pelo vanguardista Jean-Michel Jarre.

Também os estudantes voltaram a encher a sala do Coliseu com os habituais festivais de tunas Padrecos, Tafep, XXI FITA, XXII FITU e Portuscalle.

O Teatro ficou este ano marcado pelas peças infantis de “Alice no Pais das Maravilhas” e “As Viagens de Gulliver” apresentadas pelo Teatro Negro de Praga, pelas gargalhadas arrancadas ao público pela peça “Os melhores excertos dos Monty Phyton” e pela gravação ao vivo do espectáculo de stand-up comedy de Quim Roscas e Zeca Estacionâncio.

A Dança voltou a abrilhantar o palco do Coliseu com a Gala de Bailado do Porto e o clássico “Lago dos Cisnes”. Mas também a dança argentina marcou o seu lugar com os espectáculos “Tango Fire” e “O’Tango”. Não só dança, mas também música, acrobacias e muita magia foi a mensagem transmitida pelo espectáculo “My Dream”

Um sucesso garantido são sempre os concertos pop-rock que este ano fizeram vibrar alguns milhares de pessoas ao som de Emir Kusturika & The No Smoking Orchestra, Portishead, Editors, Nightwish, Nick Cave, Cat Power, Feist, Juanes e Peter Murphy.

Finalmente, destacamos a apresentação anual das Viagens Pinto Lopes, a Convenção da Companhia de Seguros AXA, a comemoração do Ano do Rato Chinês, o campeonato de Kickboxing, a iniciativa “Porto Crianças” e “Porto Actividades” da Câmara Municipal do Porto, o Sarau Cultural do Centro Recreativo de Mafamude, o espectáculo “O Dia da Obra” da Obra Diocesana do Porto e o sarau de variedades da Casa do Gaiato.

O terceiro ciclo de CONCERTOS PROMENADE DO COLISEU DO PORTO iniciado em Setembro de 2007, continuou até Julho com mais 7 concertos: “Coppélia” de Delibes com a Orquestra Sinfonietta da ESMAE e a Escola de Dança Pirmin Treku, a ópera infantil “A Floresta” de Eurico Carrapatoso com a Orquestra ARTAVE e o Coro Infantil do CPO, a oratória “Messias” de Haendel com a Orquestra de Música Antiga da ESMAE e o Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, “Estou-me a Marimbar” com o Drumming – Grupo de Percussão que foi em Junho apresentado nas “40 horas em Festa” da Fundação Serralves, a “História de Babar” de Poulenc com a Orquestra ARTAVE, o poema sinfónico “Peer Gynt” de Grieg com a Orquestra Nacional do Porto e “Música de Filmes” com a Banda Sinfónica Portuguesa. Mais um ano, esta iniciativa da Associação Amigos do Coliseu do Porto, destinada a toda a família mas com o seu foco principal na formação dos jovens, contou com o apoio da Câmara Municipal do Porto através da aquisição de bilhetes para distribuição pelas escolas públicas da cidade e da Casa Castanheira que ofereceu o instrumento musical sorteado em Julho por todos aqueles que assistiram ao ciclo completo de concertos.

Em Setembro iniciou-se um novo ciclo, já o quarto, de CONCERTOS PROMENADE. O “Concerto para Violino e Orquestra” de Tchaikovsky com a Orquestra Aproarte e o promissor violinista Alexandre da Costa, “Os Planetas” de Holst com a Orquestra Clássica de Espinho, “A Moldávia” de Smetana com a Orquestra do Norte e “Música no Circo” com a Banda Sinfónica Portuguesas, foram os primeiros quatro desta nova série de concertos. Este ano, a novidade foi a repetição de alguns dos concertos na segunda-feira seguinte à sua apresentação, desta vez destinado maioritariamente a grupos de alunos das escolas. A primeira experiência foi realizada em Outubro com “Os Planetas” de Holst, garantindo o sucesso desta aposta com cerca de 2.500 crianças a esgotarem a sala do Coliseu.

Ainda no âmbito das produções próprias, o Coliseu do Porto apresentou em Março mais um concerto com a CHAPELLE ROYALE, uma notável interpretação do REQUIEM ALEMÃO de Brahms com a Orchestre das Champs-Élysées e o Collegium Vocale Gent, dirigidos pelo Maestro Philippe Herreweghe, com o apoio do banco BPI e que foi aplaudido por cerca de 1.200 pessoas.

Dezembro foi mais uma vez o mês dedicado àquele que é ainda hoje considerado o maior espectáculo do mundo, o circo, com a apresentação de 54 récitas do MONUMENTAL CIRCO DO COLISEU DO PORTO que estreou oficialmente no dia 12 de Dezembro e se manteve em cena até 1 de Janeiro de 2009.

A sala do Coliseu do Porto demonstrou mais uma vez a sua polivalência, permitindo a realização dos mais diversos tipos de espectáculo, assegurando a sua função cultural e procurando atingir os mais diversos públicos.