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1997-2001 - Recuperação e Modernização

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O renascer da alma grandiosa do Coliseu.

As obras de recuperação, iniciadas logo após o incêndio que deflagrou em Setembro de 1996, vieram revelar algumas falhas e graves deficiências nas infra-estruturas.

Como tal, procedeu-se a uma profunda remodelação do edifício, preservando ao máximo a sua traça e características originais.

Simultaneamente, modernizaram-se os equipamentos e as tecnologias, passando o Coliseu do Porto a reunir todas as condições para receber todo o tipo de espectáculos, incluindo os de grande dimensão. 

Estas remodelações tornaram o Coliseu numa sala polivalente, bem apetrechada e grandiosa, o que lhe permitiu ganhar um novo fôlego, reforçar a programação artística, recuperar audiências e voltar aos seus momentos áureos. 

O Coliseu reabriu oficialmente as suas portas no dia 24 de Novembro de 1998, com a apresentação da Ópera Carmen, de Bizet, numa co-produção com o Círculo Portuense de Ópera e a Orquestra Nacional do Porto. 

Em 2001, ano em que o Porto foi Capital Europeia da Cultura, o Coliseu consagrou-se definitivamente como património cultural por excelência,  ao receber os grandes espectáculos integrados nestas comemorações, designadamente as óperas Leonora e Inês de Castro, sendo ainda o palco da cerimónia oficial de abertura da Capital Europeia da Cultura, que contou com a presença do Presidente da República Portuguesa e da Rainha da Holanda.

Um espaço que merece um aplauso não só de todos os portuenses, como de todos os portugueses.

1996 - Incêndio

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Um sonho reduzido a cinzas.

Em 28 de Setembro de 1996 todas as atenções estavam viradas para a modelo Claudia Schiffer, principal atracção do desfile de moda Portugal Fashion 96, que teve lugar no Coliseu do Porto.

Horas depois, um incêndio deflagra, destruindo completamente a caixa do palco e provocando graves estragos na sala principal e nos camarins.

A sua origem continua indeterminada, mas as suas consequências foram dramáticas. Viveram-se horas de choque e consternação, que se fizeram sentir nas palavras de muitos amantes do Coliseu, como Eduardo Barros, que referiu que “…realmente quando foi o incêndio toda a gente ficou triste. O Coliseu é a nossa sala de espectáculos, a nossa porta em termos culturais, e isso marcou.”

Novamente, gerou-se uma cadeia de solidariedade, quer por parte das instituições – Presidente da República, Governo, Câmara Municipal do Porto, – quer por parte de empresas e particulares que contribuíram com apoio financeiro e materiais para a reconstrução. 

O Coliseu do Porto, numa recuperação surpreendente, voltou a abrir as portas no dia 12 de Dezembro, com o tradicional espectáculo do Circo de Natal. O Coliseu tornava assim a renascer das cinzas para agrado de todos.

Entretanto, a recuperação completa da sala só estaria concluida dois anos mais tarde, em 1998, reabrindo triunfalmente ao público no dia 24 de Novembro,  com a ópera CARMEN, de Bizet, numa co-produção entre a Associação Amigos do Coliseu do Porto, o Círculo Portuense de Ópera e a Orquestra Nacional do Porto.

1995 - "O Coliseu é nosso!"

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A união faz a força.

O ano de 1995 foi aquele que marcou o momento mais decisivo de toda a história do Coliseu do Porto.

Tudo começou quando a Empresa Artística SA, pertencente ao Grupo Aliança - UAP, então proprietária do Coliseu, apresentou na Câmara Municipal do Porto um requerimento a solicitar o alargamento das actividades desta sala a conferências, festas, palestras, sermões, culto religioso e actividades de acção social. Este alargamento das actividades visava viabilizar a alienação deste espaço à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Foi o início da polémica.

A notícia da possibilidade do Coliseu passar para as mãos da IURD começou a espalhar-se. Os portuenses reagiram de imediato e, após uma manifestação às portas do Coliseu, no dia 4 de Agosto,  promovida por intelectuais, artistas, políticos, autarcas e outras personalidades, na qual foi distribuído o "Manifesto em defesa do Coliseu do Porto", no dia imediato um mar de gente encheu a Rua Passos Manuel, numa manifestação espontânea com uma grandiosidade sem precedentes na cidade do Porto, que surpreendeu o país inteiro. Aos populares, que gritavam “O Coliseu é Nosso”, juntaram-se novamente intelectuais, artistas, políticos e instituições. Todos juntos lutaram contra o fim anunciado do Coliseu do Porto, enquanto espaço e símbolo cultural da cidade. 

Para recolher fundos para a compra do Coliseu, foi feito o espectáculo “Todos pelo Coliseu”, a 7 de Setembro. A adesão foi maciça, tanto por parte do público, como por parte dos muitos artistas que actuaram gratuitamente. Foi um espectáculo apoteótico, que demonstrou o carinho e orgulho que os portuenses nutrem pelo Coliseu. 

Neste espectáculo surgem os primeiros sócios-fundadores da Associação dos Amigos do Coliseu do Porto (AACP), uma associação sem fins lucrativos, criada para assegurar o funcionamento e a gestão do Coliseu enquanto equipamento cultural de grande relevância para a cidade. E, em poucos meses, o seu número ultrapassaria os 5.000!

Foram todos estes Amigos do Coliseu que garantiram que esta sala de espectáculos emblemática se mantivesse um espaço aberto à cultura. À cidade. Ao mundo. E não deixasse de ser a voz do Porto.

1991 - Cinquentenário

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A merecida comemoração.

Meio século após ter sido inaugurado, o Coliseu do Porto celebrou esta data de forma grandiosa, com uma série de iniciativas.

O ponto alto das comemorações do cinquentenário foi o Concerto Inaugural, que recriou o que tinha sido apresentado 50 anos antes, aquando da Gala de Abertura do Coliseu do Porto, desta vez interpretado pela Orquestra do Porto - Régie Cooperativa Sinfonia, dirigida pelo maestro Jan Lathan-Koenig.

Este concerto trouxe de novo à sala do Coliseu a pianista Helena Moreira Sá e Costa, agora acompanhada pelo seu aluno, e também já pianista consagrado, Pedro Burmester.

Para partilhar com o público a história e o património cultural e emocional do Coliseu do Porto, foi ainda exposta, no Salão Ático, uma mostra retrospectiva, composta por fotos, postais ilustrados, programas de espectáculos, moedas, objectos, incluindo a primeira máquina de cinema portuguesa, pertencente a Alves dos Reis, e o precioso espólio de partituras musicais do Arquivo do Salão Jardim Passos Manuel. 

A Orquestra do Salão Jardim Passos Manuel, formada a partir da descoberta destas partituras, apresentou-se no Salão Ático, com um repertório invulgar, baseado nas músicas que outrora se tocavam e dançavam. Para completar e animar as comemorações estiveram ainda presentes o Quarteto João Calheiros e The Dixie Gang.

Um cinquentenário comemorado de forma grandiosa, à medida desta sala, que a cada espectáculo se enche e nos enche de emoção.

1941-1991 - Décadas de Glória

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Talentos de todo o mundo no palco do Porto.

Durante várias décadas, o Coliseu do Porto viveu sob as luzes da ribalta, proporcionando aos portuenses todo o tipo de espectáculos: ópera, dança, música clássica, música ligeira e popular, espectáculos de variedades, musicais, circo, festas de carnaval, reveillons, cinema, saraus e congressos.

Todos aqueles que aqui acorriam ficavam espantados com a qualidade artística dos espectáculos que enchiam o nosso palco. Foram os momentos de glamour do Coliseu do Porto. Uma época irrepetível, de momentos inesquecíveis que lhe queremos relembrar.

Alguns destaques:

Ópera:
- Maio de 1945 – La Bohème, de Bizet, e Rigoletto, de Verdi, pela Orquestra Sinfónica Nacional e pela Escola do Corpo Coral do Teatro São Carlos;
- Fevereiro de 1946 - Elixir do Amor, de Donizettti e o Trovador, de Verdi, pela Grande Companhia de Ópera Italiana;
- Anos 50 – Tosca, de Puccini e Rigoletto, de Verdi, pela Companhia Lírica Italiana, dirigida por Ino Savini;
- Dezembro de 1959 – Rosas de Todo o Ano e O Cavaleiro das Mãos Irresistíveis, pela Companhia de Ópera Portuguesa;
- 1990 – Ópera de Pequim.

 

Zarzuela:
-Anos 40 e 50 – estilo musical e teatral tipicamente espanhol e que criou os seus fãs também em Portugal. A primeira temporada começou em Novembro de 1945, pela Grande Companhia Sagi-Vela.

 

O Circo e o Teatro:

- O palhaço Oleg Popov e o mimo Marcel Marceau ! 

Dança:
- Anos 60 – Ballet do Marquis de Cuevas (1961), London´s Royal Ballet (1962), com Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev, Ballet de Câmara de Paris (1962); Ballet Nacional da Holanda (1967);
- Anos 70 – predomínio do Ballet Soviético.

 

A música clássica e as grandes orquestras:
- 1947 – France Ellegard;
- 1950 – dois meninos prodígio: Pierino Gamba, com a Orquestra Sinfónica Nacional, e Roberto Benzi que, com 11 anos, dirigiu a Orquestra Sinfónica do Porto;
- Novembro de 1954 – Ino Savini apresenta Maria João Pires, uma menina especialmente dotada para o piano;
- 1961 – V Festival Gulbenkian de Música.

 

Da Música Ligeira e popular à alternativa e intimista:
- 1951 – Amália Rodrigues;
- Fevereiro de 1959 – I Festival da Canção Portuguesa;
- 1966 – I Festival Musical do Porto, dividido em quatro tipos de música: moderna, dançada, folclórica e diversa;
- 1989 - 4 Pianos de António Vitorino de Almeida, integrado na Queima das Fitas, leva ao palco pianistas de craveira internacional;
- Trovante, Rui Veloso, Ala dos Namorados, Sétima Legião, Resistência e Mão Morta.

 

Musicais, revistas e variedades:
- 1950 – Ela Aí Está;
- Frangas na Grelha;
- Alto Lá com Elas;
- Põe-te na Bicha, Direita Volver!;
- Mamã Eu Quero.